
O g a t o
é dono
da noite
não pede
licença
com passo
matreiro
chega
do meu lado
é dono
de mim
invade
o espaço
o olhar
ligeiro
o toque
safado
é dono
da farra
me pega
no colo
minhas costas
arranha
e faz
um fricote
me beija
me agarra
me rola
no solo
e depois
me banha
com a língua
chicote
mordisca
minha orelha
sussurra
e me assanha
me deixa
de quatro
ronrona
com manha
eu e meu gato
na cena
do ato
Rejane (Mel) Britto
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