
'Pesadelando"
Revirando minhas internas gavetas,
cheguei ao teu lindo nome,
minha concha, da pérola esvaziada...
Nos meus emaranhados rascunhos,
deparei-me com teu olhar de querubim,
sereno e forte como uma ventania...
Tão intensa mirada, revirou-me a alma,
fazendo-me recordar sonhos reais,
onde completo-te e ocupas-me...
Leve como uma fogosa brisa,
tuas mãos levam meu corpo ao êxtase,
exalando afrodisíaco perfume...
Sentimento extraordinariamente imensurável,
revela minha interna paisagem,
puro êxtase do meu prazer...
Sentir teu corpo junto a mim,
eleva-me estranha alegria,
pisas no chão do meu coração...
Estranhamente, não existo em mim,
desprende-se do corpo, a alma,
nela, teu nome cravado está...
Vagando pela longa madrugada,
vi tua chama quase apagada,
ressaltando o avesso de tua imagem...
Livros espalhados ao redor,
algo salgado em minha face,
acordo, mas, ainda, pesadelando estou...
(Nita V. Aguiar)
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