segunda-feira, 3 de março de 2008


Guardo na memória

Guardo na memória de um beijo doce
O paladar do teu corpo que me ata
Ao dia de ontem e como se fosse
Névoa, não deixa ver que, assim, me mata

O hoje e o amanhã. Ah, quem me dera
Que a memória desse dias partisse
Em busca d’outro vale, onde a quimera
Tão doce, quanto o beijo, não fugisse.

Sabes que a música que meus olhos
Te cantaram, floriu em mar de pranto?
E de tanto te sonhar, mas tanto,

Tanto, se evadiu da prisão de escolhos
Que agora a minha voz se transformou
Em memórias que o meu corpo apagou.


(joão lopes)

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