segunda-feira, 10 de março de 2008


Como foi que não me viu.
Não estava eu aqui!
Volte, metáfora de minha ventura.
Que meus dias se perdem sem ti.

Um arauto chegou bradando voz.
“Alguém desliza em carne viva”.
Volto aos lençóis onde à loucura.
Realizo o ritual em opressivo silêncio.

Langor...
Pele abrasada e trêmula,
Queima no vértice de minhas coxas.
Acolho os suspiros abafados,
Que tateiam um gingado desconexo.

Ecos noturnos gemem nas carícias.
Resvalam num imponderável grito.
É minha balada libertina,
Buscando-te num mapa horizontal.



(Rachel D.De Moraes)

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