sábado, 29 de março de 2008


Zíngaras, índias e odaliscas

Zíngaras, índias e fulanas
e meus versos viajam
e meu amor naufraga
próximo ao mar, quando termina o rio de uma aventura.

Musa e mulher, mulher e musa
e odaliscas também dançam
e outras mulheres cantam
nos poemas que eu faço.

Parirei mais amor quando eu nascer de novo
dançante, feliz e louco,
andando de amor em amor
entre tendas e sobrados,
caçando um amor de verdade
que me alimente
e um fêmeo abraço que me salve.

Entre zíngaras, índias, odaliscas e fulanas,
há em mim uma grande chama
de amor e de saudade.




Paulino Vergetti Neto

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