
Muralha
Tentei dizer ao consciente
que eu te esqueça,
que desista mas não pereça.
Que chorar não absolve, ainda que morra,
ainda que ame.
Tentei fazer o pensamento trabalhar,
girar em torno de fórmulas, precisas,
e fazer uma máscara
para esconder com ferro
o fogo que, aqui dentro, arde até doer.
Mas ainda que cresça sozinha
de uma hora para outra, como queria,
uma muralha de rochas indestrutíveis
Sobre o meu peito, sobre minhas memórias
de você;
Amor, ainda assim,
Mesmo que tua vontade seja meu infortúnio,
e teu descaso me torne um lamento,
Ainda assim, amor,
Vou viver pro teu sorriso
pro teu contento.
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