quarta-feira, 2 de abril de 2008


Tão só...

Aceita-me como sou,
Não desista de mim!

Quando você tiver se acalmado
E só depois,
Vai perceber
A dor que atravessa meu lado,
E a solidão que assola minha vida.

Se às vezes me sinto tão só
E choro,
Você pode ver
Que sou só uma alma ferida,
Um animal acuado,
Amedrontado.

Não desista de mim,
Mesmo quando sou assim,
Mimada e brava!
Sozinha
Não sei reinventar a vida,
Por mais que eu tente!

E essa dor me persegue,
Toda feita,
Como esse amor,
Que não sabe se pode sobreviver...
Sem você,

Eu me sinto só,
Tão só...

[Letícia Thompson]

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